MULHERES EMPREGADAS DOMÉSTICAS EXIGEM RECONHECIMENTO NA LEI DE TRABALHO E PEDEM O ESTABELECIMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO

No âmbito das celebrações do mês da Mulher, O Forum Mulher e seus parceiros, realizaram em Março, no centro cultural Franco Moçambicano (CCFM), um debate, com vista a reflectir a volta das oportunidades, desafios e constrangimentos com que as mulheres empregadas domésticas se deparam no dia-a-dia, durante o exercicício da sua profissão.

No debate, as mulheres empregadas domésticas levantaram mais desafios do que oportunidades, uma vez que, segundo elas, há mais falta de respeito do que consideração, durante a execução das suas tarefas, com destaque para o disrespeito para com a mulher vivendo com HIV, que sofre discriminação a dobrar e muitas vezes expusão sem justa causa, quando se descobre que ésta é HIV positiva.

Durante o debate, as mulheres exigiram sua consideração na Lei do Trabalho, pois, consideram a profissão igual a qualquer outra. “Nós também somos iguais aos outros trabalhadres moçambicanos, ha muita falta de respeito para connosco. Sofremos muito, temos hora de entrada e não temos de saída. Somos as cuidadoras dos lares de pessoas que não nos respeitam. Ajudamos nossos patrões a irem trabalhar em óptimas condições, mas mesmo assim, o nosso regulamento não define o salário mínimo e sobrevivemos da boa vontade dos patronatos”, disse indignada Ana Matilde, presidente da associação das mulheres domésticas, AMUEDO sublinhando a importância resposta para a ractificação pelo governo da convenção 189 sobre trabalho doméstico.

A actividade foi realizada no âmbito da implementção pelo Forum Mulher, do projecto, enriquecendo a participação Activa da Sociedade Civil para a promoção da igualdade de género e o empoderamento das mulheres e raparigas, inserido no Programa de Apoio aos Actores Não Estatais (PAANE) com o financiamento da União Europeia.

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